terça-feira, 2 de agosto de 2011

BlazBlue - O "Sucessor Espiritual" de Guilty Gear


Quem disse que é preciso virar 3D para se dar bem nos consoles da nova geração? A Arc System Works pensa do mesmo jeito que os fãs mais hardcores dos jogos de luta e acaba de lançar o já considerado o sucessor espiritual de Guilty Gear, BlazBlue.

Para quem não é familiarizado com o termo, sucessor espiritual (spiritual sucessor, do inglês) é um termo comumente usado no mundo dos games para caracterizar um trabalho que não é bem uma sequência em termos de storyline e personagens, mas acaba se tornando devido ao trabalho dos programadores e designers, que inserem muitos dos mesmos elementos em seus novos jogos. Em BlazBlue, a equipe que produziu o game é a mesma que deu vida à Guilty Gear, portanto, a semelhança é inevitável. E proposital, diga-se de passagem, já que a idéia é atrair os fãs antigos para os novos personagens.

A história de BlazBlue segue uma linha parecida com a de Guilty Gear. A trama se inicia com um mundo devastado, colocando os humanos à beira da extinção graças a uma criatura das trevas chamada Black Beast. A esperança dos humanos brilhou através de seis heróis que detinham o poder da magia antiga (ou moderna, vai saber...). Juntos, heróis e humanos criaram uma mistura de magia e tecnologia chamada Armagus e com ela, derrotaram a Black Beast. Tal evento ficou conhecido como A Primeira Guerra Mágica.

Para que tal incidente não voltasse a ocorrer, foi criado uma instituição chamada Library, encarregada de cuidar da Armagus e manter a paz na Terra. Sob o comando de tal instituição, foi iniciada a reconstrução do mundo e uma nova ditadura baseada no uso ou desuso de Armagus, o que gerou inúmeros conflitos entre rebeldes que não aceitavam a idéia do poder se manter nas mãos de uma única entidade. Com o tempo, uma nova guerra surgira, a Guerra Civil de Ikaruga, ou a Segunda Guerra Mágica. Após essa guerra, Library criou uma nova regra que dizia que todos os que se opusessem às suas vontades seriam eliminados.

Em dezembro de 2199, muitos anos após a segunda guerra, uma grande facção da Library foi sumariamente aniquilada da face do globo por um criminino de classe SS chamado "Ragna - The Bloodedge", também conhecido como "Deus da Morte". Sua missão original é a da total destruição da instituição, uma tarefa bastante árdua, ainda mais com uma das maiores recompensas da história posta em suas costas.

Gráficos e jogabilidade
Em um mundo onde o capital é mais importante que o produto final, a Arc System Works mostrou gostar realmente do que faz. À exemplo de KoFXII, outro jogo feito em 2D com alta resolução, os produtores usaram do mesmo artíficio na concepção dos personagens - utilizando uma modelagem 3D para o desenho inicial. Mas, ao contrário da SNK/PLAYMORE, os gráficos de BlazBlue são mais próximos de verdadeiros desenhos à mão do que os do KoFXII pelo fato, segundo Junya Motomura, dos gráficos 3D serem usados apenas como um contorno. "Em KoF eles fazem todas as sombras e modelagens em 3D e depois convertem para sprites em 2D, mas emBlazBlue, nós redesenhamos todos os sprites à mão", explica.

A jogabilidade promete seguir a mesma linha de GGXX, com combos absurdos e rápidos, mas, como sempre, com algumas novidades. A primeira delas é uma barra que varia de acordo com o seu nível de retranca. Se defender demais, dança. É possível contra atacar na defesa usando movimentos de repulsão como o Barrier Burst, que anula o combo adversário. Outra novidade é a velocidade para se aplicar os cancel hit que se encaixam em novos combos, que os produtores afirmaram estar bem mais dinâmico (se eles realmente achavam que GGXX era fácil de dar combos, coitados de nós, pobres mortais...).

Assim como em Guilty Gear, BlazBlue traz uma espécie de morte instantânea. Eles são chamados de Astral Heat, que são acionados apenas no último round e mediante certas especificações, como 20% da barra de energia e 100% da Heat Gauge, a barra de energia que possibilita o uso de super moves.

Os personagens de BlazBlue trazem um pé no passado da empresa. Jin Kisaragi, um dos protagonistas, talvez até o antagonista da série, é a cara do Ky Kiske, o "padre" de Guilty Gear. Suas vestimentas lembram um pouco o espadachim que causava dores de cabeça em Sol Badguy. Já seu rival, e estopim de toda a história do jogo, Ragna - The Bloodedge, é sua contraparte tanto em poder (o primeiro usa gelo, o segundo fogo) quanto em visual e personalidade. Ambos dividem o espaço com Noel Vermillion, parceira de Jin, Bang Shishigami, um ninja que carrega um prego gigante nas costas, uma gothic lolita chamada Rachel=Alucard e tem até uma versão modificada de Eddy, Arakune, uma coisa desforme de aparência indefinida.

Em uma era que jogos 2D são considerados ultrapassados, até que estamos sendo bem recompensados com promessas como BlazBlue e KOFXII. Agora só rezar para que essa espera toda valha realmente a pena.

      
                                                                                                                                                                        Fonte: http://www.gametv.com.br


Vídeo do ultimo lançamento da série.

Sou um apreciador de jogos de luta 2D (em geral na verdade) e joguei algumas versões de GG. Tenho BlazBlue Calamity Trigger em meu note, e posso dizer que esse novo jogo, não só lembra GG, mas é uma forma interessante de se criar um padrão de jogo característico, que não se fixa apenas em um título. È como se pegassem todo visual, estilo, jogabilidade, e história do KOF e criar um outro jogo com todos estes elementos e adicionar mais alguns inovadores. A Arc System Works fez justamente isso. Gostei da iniciativa, e mal posso experimentar este BlazBlue: Continuum Shift 2.
Fernando Augusto Pereira Web Developer

Como todo desenvolvedor de softwares, com pouco auto-estima, vejo nos videogames algo que a vida real não mostra. Jogador veterano de Monster Hunter, RPGista entusiasta, e meio barulhento quando o assunto é Fighting Games, um ser vivo que consegue desperdiçar seu valioso tempo da melhor forma possível. O que como? Onde durmo? Daonde tira tantas ideias idiotas? Hoje, no Globo Reporter!

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