quinta-feira, 26 de abril de 2012

Jogo Injusto!


O projeto Jogo Justo tem o objetivo de lutar por jogos mais baratos no Brasil. Os gamers passaram a ter Moacyr Alves Júnior, criador do Jogo Justo, como um herói. Mas o que mudou? Ah! Agora o Moacyr virou conselheiro do Ministério da Cultura, trabalha para o governo, e mudou um pouco o seu discurso. Ao ser questionado sobre a distribuição digital de games, sobre a legislação de impostos para a importação de conteúdo por download, como a PSN, Live, Steam (Sim! Isso inclui a Nintendo também), Moacyr disse que esses downloads que fazemos hoje são ilegais, pela falta de tributação. Afirmação essa que iniciou a revolta dos gamers. Ainda respondendo sobre a legislação, Moacyr diz:
"No Brasil? Não funciona! ... No ano passado, tive uma breve reunião com o pessoal da Steam, e eles me falaram: Para que abrir escritório no Brasil, vocês compram de qualquer jeito! ...Mas digamos que a AciGames já está se articulando para acabar com essa farra. ...Se você tem um servidor fora do Brasil, o país vira uma maravilha de paraíso fiscal."  
Estaria o herói se tornando vilão? Bom, o que o Moacyr deixou de comentar é que, toda compra realizada, seja no Steam, na PSN, na Live ou na Nintendo, possui a carga de 6,3% de IOF, ou seja, o governo está arrecadando. O problema é que não existe legislação, no Brasil, para esse tipo de transação. E a posição que o criador do Jogo Justo escolheu não tem nada de justo para os gamers.

Enfim, depois de receber inúmeras reclamações e protestos pelo Facebook, Moacyr se afastou do problema limitando tudo a um "mal entendido". No novo discurso, ele diz que não tem intenção de taxar o Steam e pediu desculpas. Verdade? Infelizmente, impossível saber. No entanto, taxar os downloads do Steam é o primeiro passo para também taxar nossos downloads do eShop, WiiWare, DSiWare e afins. Moacyr deixou todos nós gamers desconfiados e decepcionados com a situação.


Fernando Augusto Pereira Web Developer

Como todo desenvolvedor de softwares, com pouco auto-estima, vejo nos videogames algo que a vida real não mostra. Jogador veterano de Monster Hunter, RPGista entusiasta, e meio barulhento quando o assunto é Fighting Games, um ser vivo que consegue desperdiçar seu valioso tempo da melhor forma possível. O que como? Onde durmo? Daonde tira tantas ideias idiotas? Hoje, no Globo Reporter!

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