quarta-feira, 24 de abril de 2013

Desenvolvedor da Retro Studios Explica por que trabalhar para Nintendo pode ser RESTRITIVO



O desenvolvimento de Batman Arkham Origins: Blackgate (3DS/PSVita), próximo jogo do homem-morcego para consoles portáteis, está a cargo da equipe do Armature Studios. O jogo, que será em plataforma 2.5D contará com exploração e ação, bebendo muito na fonte do gênero inaugurado e aperfeiçoado pela série Metroid. E não é por acaso; a desenvolvedora foi fundada por três ex-membros do Retro Studios, criador dos três jogos Metroid Prime. Foram eles: Mark Pacini (designer), Todd Keller (diretor de arte) e Jack Mattews (engenheiro de computação). Sua inspiração em Metroid Prime também seria traduzida no recém-revelado reboot de Mega Man X em FPS, cancelado pela Capcom em 2010.


Mark Pacini, que é o atual diretor do desenvolvimento de Arkham Origins: Blackgate, deu uma entrevista ao portal GameInformer e foi questionado sobre sua saída (e de seus colegas) do Retro Studios, e a subseqüente saída da equipe de desenvolvimento da Nintendo, de quem a Retro é subsidiária:
"Eu fiquei lá por oito anos. Quando você trabalha para a Nintendo, a Nintendo é uma empresa maravilhosa. Eles são fantásticos para se trabalhar. É um trabalho difícil e desafiador, mas recompensador ao mesmo tempo. Mas fora isso, há um número limitado de coisas que você pode fazer na Nintendo. Você não pode trabalhar em outras plataformas. Você, mais ou menos, trabalha em jogos que eles gostariam que você trabalhasse, então, depois de fazer três desses jogos em seqüência, nós estávamos... nós realmente queríamos uma flexibilidade e queríamos fazer coisas diferentes."
"E foi por isso. Não tivemos nada contra a Nintendo ou contra o Retro ou algo do tipo - eles são todos ótimas pessoas, ainda temos contato com eles o tempo todo - mas possuir uma desenvolvedora independente faz com que um dia você esteja trabalhando em Batman, e no outro trabalhando em alguma outra coisa, e isso é o tipo de vida que estávamos procurando. Nós nunca poderíamos trabalhar no Playstation Vita ou mesmo no 3DS - não era uma plataforma para qual o Retro estava direcionado. E com a Armature estamos esperançosos em poder fazer mais alguns anúncios até o fim do ano sobre o que estaremos trabalhando depois, e esses projetos futuros, novamente, pensando em consoles, seriam coisas que não poderíamos fazer antes [no Retro Studios]."
 Apesar de ser bastante polido e comedido, a declaração de Mark Pacini não deixa de ser impactante. Nunca foi mistério que as equipes de desenvolvimento da Nintendo sempre foram bem focadas e direcionadas em séries e trabalhos específicos, tanto suas equipes principais como suas subsidiárias. Mas a declaração de que no Retro Studios não seria possível sequer trabalhar em portáteis na época (depois a desenvolvedora trabalhou em Mario Kart 7) é bastante forte. O desenvolvimento de Metroid Prime Hunters, para DS, foi supervisionado pela Retro mas realizado por outra equipe dentro das equipes da Nintendo. O que provavelmente causou mal-estar entre os membros do Retro.

Agora é possível entender melhor o que significava o que a reestruturação realizada pela Nintendo nos últimos meses ao fusionar as divisões de portáteis e consoles de mesa.

Fernando Augusto Pereira Web Developer

Como todo desenvolvedor de softwares, com pouco auto-estima, vejo nos videogames algo que a vida real não mostra. Jogador veterano de Monster Hunter, RPGista entusiasta, e meio barulhento quando o assunto é Fighting Games, um ser vivo que consegue desperdiçar seu valioso tempo da melhor forma possível. O que como? Onde durmo? Daonde tira tantas ideias idiotas? Hoje, no Globo Reporter!

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