quinta-feira, 20 de junho de 2013

[Nintendo] responde críticas da falta de Novas Franquias na E3 - 2013



Uma das coisas que venho a perceber, e que não foi necessária aquisição de um dos novos consoles (né filhão? #3DS XL) da Nintendo, pra que pudesse ter ciência. Mas ainda assim, fica muito evidente, e que de certa forma também me incomoda.
"O que é?"
Acho que falta um pouco de ousadia no quesito Originalidade e dar vazão novas idéias, tanto visual quando intelectualmente.
"Não entendi..."
Certo, primeiramente, vamos analisar uma entrevista feita ao site Kotaku, e até divulgada pela NintendoBlast numa bela matéria.
Vamos pegar os pontos altos para reforçar essa tal questão, e ao final vou expressar o resto da minha opinião que levantei ao inicio.

A ausência de uma nova IP (propriedade intelectual) foi motivo de críticas, no qual afirmaram que a Nintendo prefere apostar na segurança de suas séries ao invés de novos personagens e jogos inéditos. O lendário designer Shigeru Miyamoto e Reggie Fils-Aime, o presidente da Nintendo of America, comentaram sobre as críticas.

Para Miyamoto, criar uma nova IP nem sempre é sinônimo de um bom jogo, mas o designer reconheceu que muitos esperavam novas ideias da Nintendo na E3 2013:
"Eu não vejo isso [várias sequências de franquias] como se nós apostássemos na segurança porque sempre que fazemos um jogo, nos esforçamos para criar novas experiências para as pessoas. Certamente, fora da empresa e até mesmo internamente, temos vários membros que falam que nós deveríamos criar algo novo. Para mim, a questão é: o que é uma nova IP e, por definição, o que é um novo jogo? Eu acho que há uma falta de compreensão sobre a diferença entre os dois.
E assim, do meu ponto de vista, várias pessoas dizem 'Oh, você deveria fazer novos personagens e seriam jogos divertidos', mas a criação de um novo personagem não significa necessariamente que o jogo vai ser divertido. Você precisa realmente se concentrar na criação de uma nova experiência de jogo que seja única e divertida.
Eu entendo que há pessoas que gostariam que nós mostrássemos algo novo ou algumas ideias diferentes na E3, mas, ao mesmo tempo, eu também sinto que as pessoas tendem a não reconhecer que o que temos feito é novo. Porque mesmo com algo como Nintendo Land, que eu pensava que era algo muito novo e oferecia maneiras únicas de se jogar, as pessoas não o reconheceram como uma nova IP porque não construímos uma história nele ou introduzimos novos personagens. Se tivéssemos feito essa mesma jogabilidade e feito dessa forma, as pessoas teriam reconhecido como uma nova IP. Então, de certa forma, eu acho que isso é um pouco frustante."

Reggie também discordou das críticas de que a Nintendo prefere apostar na segurança de suas franquias, dizendo que é uma análise superficial. Para ele, por mais que um título seja uma continuação, possui detalhes e diferenças que são perceptíveis assim que o usuário joga o game e disse que a Nintendo está trabalhando em novas franquias:
"Acho que é uma análise superficial. E aqui está o porquê: quando você olha para a profundidade de Super Mario 3D World, o uso de diferentes personagens, que cada um possui habilidades distintas, o fato de que é um multiplayer em um espaço 3D que a EAD Tokyo fez tão bem... é uma experiência fenomenal. Eu acho que é superficial olhar para Donkey Kong Country: Tropical Freeze e dizer 'bem, é só um Donkey Kong Country'. Não, não é. Novas fases, novos inimigos, novas formas de se jogar, fases aquáticas, há muita riqueza nesse jogo.
Tudo que eu posso dizer é que, primeiro, temos algumas novas franquias que estamos prestes a lançar. The Wonderful 101, eu penso, pode ser a magia numa garrafa e nós continuamos trabalhando em outras novas franquias."
Olha, em parte, Reggie esta certo. Um jogo, é realmente diferente de outro, pode ser muito melhor, ou muito pior, no caso de séries - como Mario, Zelda, D.K. e afins. Disso nós já sabemos.
Mas acho que o que a crítica questiona, é o fato de a Nintendo não utilizar estas novas idéias para criar novas identidades para representa-las de forma específica.

 - "Certo, vamos criar um jogo de corrida. Vamos colocar Mario e sua turma pra correr."

 - "Ok. precisamos de jogos de esporte. Que tal colocar Mario e a galera dele pra jogar tênis e golf?"

 - "Huumm, precisamos de um jogo de luta..mas já colocamos muito Mario. Vamos botar Mario , e mais algumas caras na Nintendo!"

Esta vendo os diálogos acima? Os resultados que a E3 deste ano, e de alguns anos atrás vem mostrando, mostram que as decisões são tomadas quase desse jeito. Se querem criar um game que mistura elementos que já existem, porém aplicados de formas diferentes, faria muito bem se criassem novas franquias.
Não que Mario não seja legal e divertido. Muito pelo contrário, é muito legal e divertido. Mas será que só por esse motivo, teremos no catálogo uns 5-6 jogos de diferentes categorias, só com o logo de Mario?
Acho que essa lógica da Nintendo poderia ser repensada, para que pudéssemos ter mais. Não mais do mesmo - até por que o mercado esta saturado com games assim. Gostaria de ver mais coisas - ben diferentes. Não só no conteúdo do game (detalhes, jogabilidade etc..) mas na cara dele.
Correr por plataformas, sem que sejam em jardins com tartarugas e canos, derrotar inimigos, que não tenham qualquer parentesco com Bowser, ou afins, coletar níqueis, mas não para somar vidas, percorrer um World Map, sem ter de chegar a um Castelo Final.
Enfim, acho que o grande alvo que haters da Nintendo tem é "a mesma praça, os  mesmos jogos, as mesmas flores o mesmo jardim...", e que por mais que esses caras falem mal, acho que é valido rever as prioridades - tanto em momentos confortáveis ou não.

O mesmo formato, durante muitos anos...aos poucos, que tal mudar isso?

É isso, o que vocês acham? Concordam que a Nintendo deveria apostar em novos rostos pra protagonizar suas idéias únicas e geniais? Ou acham que em time que esta ganhando não se meche? Comente pra gente




Fernando Augusto Pereira Web Developer

Como todo desenvolvedor de softwares, com pouco auto-estima, vejo nos videogames algo que a vida real não mostra. Jogador veterano de Monster Hunter, RPGista entusiasta, e meio barulhento quando o assunto é Fighting Games, um ser vivo que consegue desperdiçar seu valioso tempo da melhor forma possível. O que como? Onde durmo? Daonde tira tantas ideias idiotas? Hoje, no Globo Reporter!

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